A economia Europeia superou as expectativas, com uma aceleração significativa da actividade no segundo trimestre e uma consolidação em Julho e Agosto. No entanto, as perspectivas económicas para o quarto tri-mestre são mais desfavoráveis, devido aos planos de contenção orçamental entretanto implementados. Assim, apesar de ter revisto em alta as previsões de crescimento para 2010 e 2011, o BCE manteve as suas taxas de juro inalteradas.
Os testes de stress realizados em 91 bancos Europeus, mostram que a grande maioria continuaria adequadamente capitalizada num cenário macroeconómico adverso. Dos sete bancos que falharam, cinco são cajas espanholas. A reacção dos mercados na próxima semana deverá reflectir algum alívio pela transparência dos resultados mas também dúvidas sobre a fiabilidade dos testes. No que diz respeito à evolução da conjuntura, os dados publicados esta semana foram muito positivos. Destacam-se em particular os indicadores de actividade na Zona Euro e na Alemanha que afastam um cenário de abrandamento económico durante o Verão.
O Presidente Trichet sublinhou na conferência de imprensa mensal que as perspectivas de crescimento para a Europa são positivas mas incertas. O Indicador avançado da OCDE aponta para uma expansão da economia da Zona Euro nos próximos meses, com uma forte contribuição da Alemanha.
Os indicadores da Comissão Europeia de confiança na Indústria e das Famílias têm vindo a estabi-lizar na Europa, após vários meses de recuperação rápida. A excepção é a Alemanha, que continua a registar subidas, devido à sua abertura ao exterior e à depreciação do euro.
A Comissão Europeia apresentou na semana passada uma proposta em que se propõe melhorar a governação económica europeia. E claro, será a própria Comissão a ter um papel preponderante na elaboração dessa governação e na sua colocação em prática. É claro que o Conselho Europeu, órgão onde os Estados-membros deliberam sobre estas questões, ainda pode alterar e modificar as propostas da Comissão, que o Parlamento Europeu pode apresentar sugestões e que portanto as coisas não ficam por aqui. Pois bem: pode ser que haja modificações e alterações, mas o essencial vai ficar. A Comis-são prepara-se para se tornar cada vez mais perto de um órgão executivo europeu, de um governo económico. E não há muitas voltas a dar-lhe.