O Conselho Europeu chegou esta semana a um acordo sobre um pacote de apoio financeiro à Grécia, caso venha a ser necessário. Ao mesmo tempo, o BCE anunciou que vai aceitar nas suas operações colateral com a notação BBB+ ou equivalente até depois do final do ano. O plano inicial era levantar o rating mínimo para A– no final de 2010, o que poria a Grécia numa situação muito delicada, já que apenas uma das três agências de notação lhe dão um rating de A-. Estas duas notícias contribuíram para a estabilização do euro após várias semanas de fortes quedas.
Na UE 2020 foram definidas sete linhas de acção, que abarcam cada uma diversas políticas comunitárias, e que podem contribuir decisivamente para a melhoria do comportamento da economia europeia e para a inclusão no progresso geral da maior parte dos cidadãos, incluindo os mais afastados. Esta estratégia representa uma tentativa de melhorar a coordenação macroeconómica da União Europeia e reduzir os desequilíbrios, que, como vimos com a crise Grega, podem conduzir a problemas sérios para a economia da UE. Esta estratégia deverá ser discutida no Conselho Europeu de 25-26 de Março.
Após várias semanas de conversações e três pacotes de austeridade, os riscos que a Grécia entre em estão a diminuir. No entanto, esta crise deixa um legado importante de dúvidas no que diz respeito à entreajuda e coordenação macroeconómica no seio da Zona Euro. É essencial, para restabelecer a credibilidade na moeda única, que se encontrem algumas respostas para estas perguntas no Conselho Europeu de 25-26 de Março.